CUTELARIA | A história das facas D’Avila

Em todos os cantos do nosso Rio Grande do Sul, temos cuteleiros de ponta.
Hoje, te convido a embarcar no segundo episódio desta jornada afiada! Vamos?

Leia também:
FACAS | Um artista da cutelaria artesanal

Como toda història boa, esta também começa com:

Era uma vez, lá pras bandas da Costa Doce do RIo Grande do Sul, na bela Tapes, um bom funcionário da área de logística começava a forjar suas facas, um pouco por hobby, um pouco por desejo e um pouco por correr atrás de seus sonhos.
O jovem Marcio D’Avila, gaúcho dos quatro costados, apaixonado pelas nossas tradições, foi construindo uma clientela a partir de suas facas feitas em seus horàrios vagos.

Em 2008, nosso artista passa a dedicar-se com exclusividade à nobre arte afiada.
Ainda lembro do rapaz, tímido, meio escondido atrás da boina, que começou a frequentar os eventos afiados, os encontros da Associação Gaúcha de Cutelaria, ouvindo muito mais que falando.

Aos poucos, seu trabalho foi ganhando assinatura visual. As peças “D’Avila” foram se tornando populares e cada vez mais conhecidas e requisitadas. A participação em rodeios, feiras do agronegócio, nossa Expointer, a Feira da Faca Gaúcha e outros eventos em âmbito nacional foi levando seu nome a todos os cantos do território nacional.

Em 2012, o mano Cristiano igualmente mudou de ramo. Deixou o emprego numa das maiores imobiliárias de Porto Alegre e passou a cuidar das vendas da nova empresa. Um CNPJ foi providenciado e funcionários passaram a ser necessários para atender a demanda crescente.

A esposa, dona Jocélia, e a filha Caroline, deram todo o apoio à nova empreitada.
Hoje suas facas são presença constante e premiadas em todos os eventos afiados do nosso Brasil, além das lojas especializadas em artigos gauchescos, itens para churrasco e empórios gourmet.

As vendas seguem aumentando e a qualidade das facas acompanha o tranco!
Atualmente uma duzia de colaboradores se esmera em produzir uma a uma as peças D’Avila, uma das primeiras empresas do ramo a trabalhar com cartões de crédito.

Em aço carbono ou damasco, com cabos em madeiras estabilizadas, chifres de cervo, alpaca ou prata, com detalhes em ouro, assim como as bainhas em couro escolhido cuidadosamente, bem como a tinta que os orna, ou ainda as bainhas em alpaca e/ou prata fazem a alegria daqueles que procuram uma ferramenta para uso diário com requintes de joia preciosa.

O tratamento térmico profissional, o acabamento esmerado, o poder de corte, o conforto na empunhadura e o carisma e simpatia destes manos fazem da Cutelaria D’Avila a certeza de um excelente investimento numa faca “para sempre” !

Neste ano, mais um ato de amor ao Rio Grande. Pesquisas em parceria com o Museu Farroupilha de Piratini deram vida à Faca Farroupilha, lançada na Semana Farroupilha do corrente ano, sendo outro sucesso afiado na vida destes manos, que hoje contam com o auxilio do primo Fernando, o terceiro D’Avila a integrar o pelotão afiado.

Além de sua página no Facebook, seu trabalho pode ser visto e as peças adquiridas em www.cutelariadavila.com e www.facasdavila.com.br.

Dica de colecionador:
Sua faca de aço carbono ou damasco enferruja. Após o uso, lave a faca com a parte macia da esponja, seque e guarde em separado da bainha, que não é recomendada para armazenar, somente para transportar sua faca!

*Roberto Vianna é personal chef, consultor de vinhos e colecionador de facas

Gostou? Deixe um comentário: