DRINKS | A origem do coquetel

Vivendo um período de redescoberta e valorização como nunca antes no Brasil, o coquetel tem sofrido mudanças significativas na sua estética e elaboração. Hoje temos nos grandes centros do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc.) uma série de bares para degustar excelentes coquetéis, onde se procura harmonizar aroma, sabor e é claro, sua apresentação com diferentes técnicas e conceitos.

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Mas de onde surgiu o coquetel? Qual sua verdadeira origem? Pois, para podermos entender a importância deste momento dentro da coquetelaria devemos conhecer um pouco mais a fundo o assunto.

Podemos começar na Índia, quando falamos em misturas de ingredientes. Em 1632 foi registrado em documentos ingleses o termo “Punch”, que em sânscrito significa “cinco” referindo-se aos cinco ingredientes com que era preparado originalmente: álcool, açúcar, limão, água e chá de especiarias.

Já o nome tenta ser decifrado com inúmeras histórias, mas nenhuma cem por cento comprovada podem falar de sua similaridade com “rabo de galo” em inglês (Cock + Tail) e falar de uma história de uma publicação britânica que fala de marinheiros ingleses, décadas antes do artigo, sendo servidos de bebidas mistas no México. As bebidas foram agitadas com “Cola de Gallo”, uma longa raíz de forma semelhante à cauda do pássaro.

Harry Croswell definiu o que é um coquetel em 13 de maio de 1806, na edição do The Balance and Columbian Repository, uma publicação em Hudson, Nova Iorque:

“Coquetel 
é um licor estimulante, composto por bebidas espirituosas de qualquer espécie, açúcar, água e bitter, vulgarmente conhecidas como Bittered Sling, e é uma excelente poção para propaganda eleitoral, na medida em que torna o coração mais forte e ousado, ao mesmo tempo a cabeça embriagada. Diz-se, também a ser de grande utilidade para um candidato democrático. Porque uma pessoa, depois de ter ingerido um copo dele, está pronto para engolir qualquer coisa”.

Claro que depois disso, a coquetelaria passou por diversas mudanças, viveu diversas fases como, por exemplo, a Lei seca americana que nos deixou uma herança que hoje volta à tona com força total nos melhores bares do mundo ditando as novas tendências da coquetelaria. Aqui no Brasil temos uma diversidade de matéria-prima como frutas, ervas e especiarias, por isso vivemos uma fase de valorização e afirmação de uma nova coquetelaria.

Hoje o que vemos nos bares é a volta dos coquetéis clássicos, de receitas com mais cem anos, e que conquistam um público exigente, em busca beber das novidades em bebidas das grandes metrópoles do mundo.

A utilização em grande quantidade de produtos “homemade” (feitos em casa), valorizando as matérias-primas naturais tem marcado essa nova etapa. A laboração de xaropes exclusivos, bitters, infusões em releituras de clássicos, dão  personalidade e uma cara própria à coquetelaria brasileira.

O nosso objetivo é seguir nessa estrada mostrando os coquetéis clássicos mais famosos do mundo, suas irreverentes e incríveis histórias e releituras com um toque moderno. Aguardem!

  • Coquetel nos anos 30
  • A arte da mixologia
  • Primeira definição da palavra coquetel

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