FLIGHT REPORT | Porto Alegre-Mendoza pela Aerolíneas Argentinas

Mendoza, na Argentina, é hoje uma das mais bonitas e visitadas regiões vinícolas do mundo. Para lá, acorrem milhares de turistas de vários países e grandes investidores do mundo vinícola. Quem gosta de vinhos, principalmente os do Novo Mundo, já foi ou ainda irá à Mendoza (a terra dos melhores Malbec) algum dia. Uma extensa região de vinhedos que brota de um deserto aos pés da Cordilheira dos Andes.

Mas, como se chega à Capital Argentina do Vinho, por via aérea, a partir de Porto Alegre (RS)? Uma das opções é o voo AR 2227, da Aerolíneas Argentinas, que parte do Aeroporto Internacional Salgado Filho às 9h30, com destino ao Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires. Da capital argentina, onde é preciso retirar a bagagem e passar pelo serviço de imigração do país, seguimos para o Aeroporto de Plumerillo, na Cidade de Mendoza, capital da Província do mesmo nome, pelo voo AR 1422.

O voo Porto Alegre-Buenos Aires é operado pela Austral, e a aeronave designada para a primeira etapa da viagem é um brasileiríssimo EMB 190. Excelente avião: silencioso, confortável, com pacote de entretenimento moderno e apenas quatro poltronas de couro por fileira, separadas em pares pelo corredor. Destaque para o pitch (espaço entre os bancos), um pouco maior do que nos Boeing 737-700/800 da mesma companhia.

A primeira “perna” da viagem tem duração prevista de uma hora e meia. O check in e o embarque são tranquilos. Às 9h20, inicia-se o push back (tratoramento da aeronave). Não deixa de ser curioso que quase toda viagem aérea comece de ré, não? Às 9h35, alinhamos na cabeceira da pista e imediatamente o EMB 190 rola para a decolagem. A subida é rápida e logo uma curva aberta para o Sul nos põe no rumo da Lagoa dos Patos.

A bordo, o serviço é correto, e os comissários, atenciosos. No dia em que voamos, o sistema de entretenimento não estava funcionando. A revista de bordo é bonita e traz reportagens interessantes. São servidos snacks, refrigerantes, café e chá. O café vem quente – algo tão raro em aviões quanto cerveja gelada.

Pouco depois, iniciamos a aproximação para o Aeroparque Jorge Newbery, próximo ao centro da capital portenha. Pousamos às 11h. A conexão é demorada, o voo seguinte parte somente às 15h30. O Aeroparque é acanhado. E caro. Um expresso e um croissant saem pelo equivalente a US$ 8 numa cafeteria chinfrim. Mas o pior é o ar condicionado, que, numa tarde de verão, simplesmente não dá conta do calor.

Não é preciso fazer outro check in – mas a bagagem tem de ser novamente despachada. O embarque é organizado, e os passageiros respeitam a ordem de ingressarem antes os ocupantes das poltronas localizadas da metade para trás da aeronave. O equipamento, nesta etapa da viagem, é um Boeing 737-700.

O push back é acionado às 15h15, e decolamos às 15h30. Mais snacks, refrigerantes, café e chá. Às 17h10, começamos a descer. Do alto, vê-se a bela paisagem rural de Mendoza: uma colcha de retalhos, com vinhedos e bosques de oliveiras a perder de vista. Após uma curva acentuada, a Cordilheira dos Andes surge no horizonte. Às 17h30, pousamos.

O Aeroporto de Plumerillo é antigo, pequeno, e está em obras. Mas tem como jardim algo que poucos aeroportos do mundo podem se orgulhar de possuir: um vinhedo.

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