GASTRÔ | Azeite para aguçar os sentidos

Aroma de capim verde recém-cortado, fluidez na boca e um leve toque picante e amargo na garganta. Para encontrar esses atributos, obrigatórios em azeites de alta qualidade, até bem pouco tempo era preciso recorrer a rótulos estrangeiros. Mas isso é passado. No Rio Grande do Sul, a Prosperato já produz um azeite tão saboroso como o importado mais refinado.

De oliveiras cultivadas em Caçapava do Sul, Barra do Ribeiro e São Sepé, o lote de aproximadamente 10 mil litros de um extra-virgem com apenas 0,15% de acidez, colocado no mercado este ano, está quase esgotado.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que o consumo de azeites no país vem aumentando O volume importado pelo Brasil cresceu cerca de 35% de 2009 a 2013, quando passou de 44,5 mil toneladas, para 68,5 mil toneladas.

Embora o consumo avance, muitos ainda têm dificuldade de identificar um produto de qualidade. A tarefa, no entanto, é bastante simples:
– Um bom azeite não pode ter defeito sensorial, que, na prática, significa cheiro ou sabor desagradável, como ranço ou avinagrado – explica Rafael Marchetti, um dos sócios da Tecnolivas, proprietária da Prosperato.

Ele observa que o cheiro deve remeter a algo frutado, fresco. Na boca, o produto deve se espalhar facilmente e, ao ser engolido, deve deixar um leve toque picante e amargo na garganta. Isto é o que se chama análise sensorial. A do Prosperato é feita por uma consultoria italiana. Só depois dessa etapa o produto é enviado para análise química, na qual será apurado o nível de acidez.

DICA
Quer saber se o azeite é puro?
Coloque um pouco num copo e leve à geladeira. Deixe de um dia para o outro. Se houver condensação, é sinal que o produto não contém aditivos.

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