GASTRÔ | Novos pasteis e a confeitaria de sempre em Garopaba

Quadro negro e o visual industrial (fotos: Juliana Litwinski)

O final de 2015 em Garopaba (SC) foi marcado por uma chuvinha que chegava todos os finais de tarde, o que é um ótimo pretexto para voltar cedo da beira da praia e comer uma coisinha gostosa em uma das inúmeras opções gastronômicas da cidade. Esse ano, além dos meus pontos favoritos, experimentei algumas novidades da temporada. E durante esta semana estou contando tudo pra vocês aqui no As Boas Coisas da Vida.

Parte III: Novos pasteis e a confeitaria de sempre

Um belo dia resolvemos jantar na nova pastelaria que abriu perto da loja da Mormaii, a Goat Pastelaria. A primeira impressão do lugar já é muito legal. É uma lojinha pequena, com um projeto bem compacto de estilo industrial que é tendência em bistrôs e pubs americanos e europeus, com direito a plaquetas cerâmicas nas paredes, instalações elétricas aparentes, pufes em madeira de demolição e luminárias que parecem postes.

Me considero um chata para achar um projeto de restaurante legal, estou sempre analisando os materiais, a execução, reclamando dos clichês, vendo aquele rejunte que não foi bem feito e que ninguém percebe… é um mal da profissão de arquiteta. Mas ali foi diferente, bateu aquela admiração pelo profissional que teve aquelas ideias.

O destaque vai também para a trilha sonora, que passa por clássicos e novidades, daquele estilo descolado gostoso de ouvir. Não sou uma boa conhecedora de música para fazer uma explanação melhor sobre o assunto, mas o fato é que a seleção é muito boa, em um volume na medida certa, um pouco mais alto que o volume tradicional de música ambiente, onde a gente nem nota o que está tocando – e mais baixo do que aquele som que faz com que a gente fique com a garganta seca de tanto gritar para manter uma conversa.

Quadro negro e o visual industrial (fotos: Juliana Litwinski)

Quadro negro e o visual industrial (fotos: Juliana Litwinski)

Os pasteis tem dois tamanhos, pequeno e médio, e são bem servidos. Parafraseando o atendente, os dois tem um tamanho de uma refeição: o pequeno para quem não tem muita fome, e o médio para quem tem bastante fome. Eu pedi um pequeno e meu marido um grande, e ficamos satisfeitos.

O legal do cardápio, além da variedade de sabores, é que ele é composto por sabores clássicos de pasteis, só que com algo a mais. Tem de carne com queijo (um clássico), tem de carne com queijo e palmito. Tem de frango (outro clássico) e tem opção com palmito, ovo e presunto e por ai vai… Só de frango, tem 6 opções! OMG!!!

O destaque da casa é o de filé com conhaque, mas apesar de eu adorar uma novidade, resolvi não sair da zona de conforto e pedi o português que vinha com queijo, calabresa, tomate, ovo cozido, cebola e pimentões. Meu marido pediu um especial II, que tinha carne, palmito, presunto e queijo. A apresentação é bem simples, com cara de pastelaria mesmo, o que eu acho muito legal. Em uma era de gourmetização, clássicos simples às vezes são bem vindos.

Os pasteis vem em saquinhos de papel, em uma bandeja.

Os pasteis vem em saquinhos de papel, em uma bandeja

A massa caseira é fininha e bem sequinha. Fritados na hora, os pasteis chegam bem “moreninhos”. O que me chamou a atenção foram as proporções entre o queijo e os outros ingredientes. Diferentes da maioria dos pasteis que já comi, o queijo é mero coadjuvante, e as carnes ganham destaque.

Nota-se um cuidado com o corte dos ingredientes, que vem em pedacinhos delicados. Finalizamos dividindo um pastel de chocolate preto, que para nossa surpresa, veio com queijo. Apesar de eu não gostar dessa ideia de misturar queijo com coisas doces, tive que admitir que ficou gostoso.

Sem dúvida, um pastel muito bom em um lugar muito legal. Pra completar, a conta veio com um preço bastante justo para a experiência que nos proporcionou.

E a “confeitaria de sempre”, do título?

Em outro dia, depois de passarmos o dia na gostosa Barra de Ibiraquera, para variar, o final de tarde trouxe a chuva que nos espantou da beira da praia. No caminho de volta ao centro da Garopaba, fizemos uma parada na velha conhecida Confeitaria Casa Doce, que fica no meio da estradinha que liga o acesso de Garopaba à Praia do Rosa.

Aberta desde 1989, a casa oferece deliciosos doces, salgados, sanduíches, cafés, sucos, chocolates entre outros. Tudo preparado no local, pelos donos, com ingredientes cultivados no fundo do café. Os ovos utilizados nas receitas são caipiras, de galinhas criadas soltas na propriedade. De uns anos para cá, o casamento da dona da confeitaria com o dono da fábrica de chocolates Sousa, de Porto Alegre, trouxe uma gostosa união de sabores, pois agora os doces são fabricados com os chocolates artesanais da fábrica.

Vitrine de doces e salgados... quem resiste?

Vitrine de doces e salgados… quem resiste?

As mesas e área da copa ficam em uma chalé de madeira de pé direito baixo. Mas tem também uma varanda com vegetação e mesinhas ao ar livre no meio de um lindo jardim, de onde se podem ver as galinhas felizes, como a dona as chama.

Varanda do chalé e a chuvinha caindo no jardim

Varanda do chalé e a chuvinha caindo no jardim

Comemos duas fatias gostosas de quiche: uma de galinha caipira e outra de presunto, tomate e azeitona. É claro que não paramos por aí: ainda teve uma fatia de um brownie com cara de feito pela vovó, acompanhado de chás.

Nosso lanche da tarde com cara de vó

Nosso lanche da tarde com cara de vó

 

Foi um lanche simples e gostoso – como deveriam ser sempre nossas férias, né? Falando em férias, as minhas acabaram 🙁 Mas não as minhas dicas 🙂 A qualquer momento eu volto a contar minhas aventuras, seja pelo mundo ou pela gastronomia mesmo 😉

Perdeu as primeiras dicas de Garopaba? Clica aqui e confere tudinho:
GASTRÔ | Um cantinho peruano em Garopaba
GASTRÔ | Chá da tarde e outras gostosuras em Garopaba

* Juliana Litwinski é arquiteta e urbanista, bailarina e uma apaixonada por viagens, cultura e boa gastronomia.

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