GASTRÔ & VIAGENS | Floripa, a ilha da gastronomia (parte 2)

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Sou apaixonada por Florianópolis (SC)! Perdi as contas de quantas vezes já fui pra lá! Desde a infância, com meus pais, passando pela adolescência, com minhas amigas, até a vida adulta, com meu noivo, foram muitas as visitas. E nunca me canso daquela ilha.

Mas, nas duas últimas viagens, parece que São Pedro estava de mal comigo. Me reservou dias chuvosos, nublados, na melhor das hipóteses. E me obrigou a trocar o mar e a areia por outros programas. Foi assim que saí a perambular pelas opções gastronômicas da ilha. E que a Ilha da Magia, passou a ser pra mim, também, a ilha da gastronomia.

Parte 2: METADE NORTE DA ILHA

  • Jurerê

Os beachs clubs e resorts levaram o nome de Jurerê para o mundo. E também trouxeram pessoas do mundo todo pra conhecer a praia mais chique de Santa Catarina. A fama mudou o nome da praia para Jurerê Internacional. Mas eu, que não sou chique, gosto mesmo é do cantinho mais tradicional e antigo de Jurerê.

Na esquina da rua Alameda César Nascimento com a SC 402 (rodovia que leva a Jurerê), fica um conglomerado de bares, restaurantes e bistrôs que eu adoro. Ali tem sorveteria, restaurante árabe, comida natural… de tudo um pouco. Todos estabelecimentos pequenininhos, com cara de exclusivos.

Cantinho gastronômico de Jurerê Tradicional

Cantinho gastronômico de Jurerê Tradicional

Ali está o Lucila Bistrô, opção de lugar pra comer a qualquer hora do dia! Eles servem café da manhã, têm buffet no almoço, café da tarde e à la carte na janta. E pães e bolos quentinhos para serem devorados, ou levados pra devorar, a qualquer hora do dia!

Sanduíche de croissant e suco de laranja, pra começar bem o dia

Sanduíche de croissant e suco de laranja, pra começar bem o dia

Algumas casinhas mais adiante está o Alameda Gourmet, que, além de bistrô, é também uma creperia. O lugar é super simples, com mesinhas de madeira, alguns quadros. E, por isso mesmo, aconchegante.

Simples como a vida deve ser

Simples, como a vida deve ser

Serve, entre outras coisas, escondidinhos e risotos. Mas resolvemos apostar nos crepes mesmo! Pedimos um sabor (cujo nome eu não lembro) que parecia bem levinho, ideal pra comer à noite: camarões, tomates, cebolas e alguns temperos verdes, que “harmonizaram” bem com sucos de morangos feitos na hora.

Crepes de camarões & sucos de morango

Crepe de camarão & suco de morango… tudo muito leve #sqn

É claro que a jantinha leve era só uma desculpa pra sobrar mais espaço pra sobremesa. Afinal, quem vive sem ela? Assim partimos pro segundo crepe, de banana com doce de leite – que “harmonizou” super bem com um café expresso. Obs: pro meu noivo, tudo harmoniza super bem com um café! Kkk…

Sobremesa: crepe de banana com doce de leite

Sobremesa: crepe de banana com doce de leite

  • Praia do Forte

Do ladinho de Jurerê Internacional, mais precisamente subindo e descendo um morrinho, fica a Praia do Forte, que leva esse nome porque abriga a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, um forte construído no século 18 que, junto com outros dois, fazia a defesa de Santa Catarina – um belo passeio pra quem gosta de história e cultura.

Dá pra chegar na praia tanto a pé, quanto de carro. O caminho é curto, mas o morro, bem íngreme. O bom é que, indo a pé, a gente já chega com fome. E, chegando lá com fome, opções de onde comer não faltam. 😉

Nas duas vezes em que estive lá, optei pelo Bar e Restaurante do Bill. Nada contra os outros, que sequer conheci, mas esse é o primeiro que a gente encontra quando chega faminto na praia. Suas mesas ficam debaixo dos galhos de uma árvore gigante e a gente pode tirar o chinelo e comer com o pé na areia mesmo – duas coisas que me conquistam!

O teto fica por conta dessa árvore, e piso é a própria areia. Coisa boa!

O teto fica por conta dessa árvore, e piso é a própria areia. Coisa boa!

Ali, os pratos mais tradicionais, é claro, são com frutos do mar. Da outra vez que estivemos lá, na vibe “comendo como se fosse o último dia de nossas vidas”, pedimos uma sequência de camarão. Dessa, ficamos no filé de peixe ao molho de camarão, que, claro, não vinha só, mas acompanhado dos tradicionais arroz, fritas e pirão.

Parece

Sente o tamanho do “filezinho”… OMG!

Depois de uma refeição dessas, a dica é dar uma caminhada pela praia, que, além de linda, não é muito extensa: tem menos de um quilômetro de extensão.

A areia branquinha e o mar calmo da Praia do Forte

A areia branquinha e o mar calmo da Praia do Forte

  • Santo Antônio de Lisboa

Distante 17 quilômetros da Praia do Forte, está outro ponto conhecidíssimo pra comer frutos do mar em Florianópolis: Santo Antônio de Lisboa. Mas eu não seria simplista a ponto de resumir o bairro a um de seus pratos mais pedidos. Santo Antônio é, antes de mais nada, um lugar histórico. Um dos distritos mais antigos da ilha. E que preserva em suas ruas e casas as marcas da colonização açoriana.

Os imigrantes portugueses deixaram nas casas as marcas da sua cultura

Os imigrantes portugueses deixaram suas marcas nas casas e ruas

Como se não bastassem bons restaurantes, história e a arquitetura portuguesa, o bairro é um dos lugares com melhor vista pro pôr do sol da ilha.

Banquinhos ao longo do calçadão convidam pra sentar e ver o pôr do sol

Banquinhos ao longo do calçadão convidam pra sentar e ver o pôr do sol

E é numa casa de frente pro pôr do sol que eu encontrei os melhores cupcakes que já comi na vida! Responde por FairyLand essa graça de lugar:

Dá uma olhada na graça da decoração, toda temática de cupcake

Dá uma olhada na graça da decoração, toda temática de cupcake

Já a desgraça de qualquer um fica por conta deste balcão:

Dieta, sua linda, dá um chega pra lá!

Dieta, sua linda, dá um chega pra lá, vai!

Impossível citar todos os sabores, mas tem cupcake de cenoura com bridageiro, de brigadeiro de morango, nutela com leite condensado… Só de citar, já me sinto engordando! Pra provar, fui logo pedindo três e um capuccino.

Esse quarteto faria qualquer um mais feliz :)

Esse quarteto faria de qualquer pessoa mais feliz 🙂

Sabem aqueles cupcakes molhadinhos, bem recheados, bem cobertos e, ao mesmo tempo, nada enjoativos? É disso que estamos falando aqui!

Aqui, vou confessar um coisa: acho que fiquei tão emocionada quando vi esses cupcakes e esse café ali, todinhos pra mim, que virei essa caneca de capuccino inteira em mim! Sim, mó mico! Mas os atendentes foram um amor comigo! Em vez de me xingar, já que eu merecia, limparam toda mesa e ainda me deram outro capuccino. Saí imunda, mas feliz!

É verdade que meu texto sobre a metade norte da ilha acabou contemplando só três bairros de Florianópolis. E é verdade que faltou citar muuiitas praias, assim como muuuiiiitos bares, bistrôs, cafés e restaurantes também. Mas isso foi só pra provar que o que não faltam são boas opções gastronômicas na Ilha da Magia. E que tempo ruim nenhum vai obrigar você a ficar trancado em casa na próxima passada por lá. Vai dizer que você não vai torcer por, pelo menos, um dia sem sol na próxima viagem pra lá? 😉

Perdeu a primeira parte das dicas de Florianópolis? Então clica aqui:
GASTRÔ & VIAGENS | Floripa, a ilha da gastronomia (parte 1)
Quer mais dicas de onde comer bem em Santa Catarina? Confira aqui:
GASTRÔ | Novos pasteis e a confeitaria de sempre em Garopaba

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