HOBBIES: Ativo mais valorizado que o ouro

Carro zero quilômetro é uma beleza! Para desfrute. Como investimento, é um péssimo negócio. Desvaloriza 20% quando sai da loja. E daí em diante, só dá despesas – IPVA, seguro, revisões, pedágios, estacionamento…

carro_2

Carros antigos, colecionáveis, podem ser um investimento seguro em tempos de mercado financeiro volátil. Com a expansão do hobby do antigomobilismo, há cada vez menos veículos clássicos à venda. A procura, portanto, cresce mais do que a oferta. Além disso, ao contrário do que ocorre com o automóvel zero quilômetro, que se deprecia com o uso, o carro antigo agrega valor com o passar do tempo. E não paga IPVA, nem atrai ladrões…

carro_3

Papo de antigomobilista? Não. A revista Classic Show, uma das melhores publicações especializadas em old cars do Brasil, mostrou há algum tempo que, de acordo com o Índice Barrett-Jackson, criado pela empresa norte-americana Barrett-Jackson (líder mundial em leilões de veículos clássicos) para medir a variação dos preços de automóveis vintage, carro antigo é de fato um bom investimento.

carro_1

A empresa comparou seu índice com outros indicadores, como o Dow Jones e o S&P 500, da Standard & Poor`s, e sabem o que constatou? Em uma década, o Barrett-Jackson Index registrou valorização de 16,4%, contra 5,1% do Dow Jones, 4,0% do S&P 500 e 11,2% do ouro. O carro antigo foi o “ativo” mais valorizado. Um modelo relativamente comum nos EUA, o Chevrolet Bel Air 1957, por exemplo, dobrou seu valor em apenas cinco anos.

carro_4

E no Brasil? Bem, por aqui ainda não temos um índice confiável para medir a valorização dos carros antigos. Mas quem acompanha o mercado de clássicos e frequenta os encontros da categoria sabe que há modelos que valorizaram mais de 400% de dez anos para cá. O quarentão Ford Maverick é um bom exemplo. Valia uns trocados há dez ou quinze anos. Hoje, se você encontrar um em bom estado por menos de R$ 40 mil me chame que eu compro.

Perguntei a um colecionador gaúcho se ele concordava com a tese do carro antigo como “ativo”, e ele me respondeu, com um sorriso maroto:

– Claro que sim. Mas não vou admitir isso em público, porque pode atrapalhar umas aquisições que estou fazendo…

Gostou? Deixe um comentário: