HOBBIES | “Novidades” antigas

Quando o ex-presidente Fernando Collor disse, no início da década de 90, que os automóveis brasileiros eram “carroças” (se comparados aos carros europeus e norte-americanos da época), a indústria automobilística brasileira chiou. Logo que se abriu o mercado nacional para os importados, a defasagem tecnológica ficou escancarada.

De lá para cá, as montadoras instaladas no Brasil têm procurado reduzir o atraso. Mas a diferença ainda é muito grande. Principalmente porque essas empresas não admitem reduzir margens de lucro. Basta dizer que dois itens de segurança vitais, como o air bag e o freio ABS só no início deste ano se tornaram obrigatórios por lei.

Ainda hoje são “opcionais” em nossos carros “populares” (ou de entrada, em algumas categorias) itens de conforto e segurança como ar condicionado, vidros elétricos, direção hidráulica, freios a disco nas quatro rodas, que estão disponíveis no mercado há várias décadas. Nos veículos europeus e norte-americanos, esses equipamentos já são itens de série há muito tempo. E esses carros custam, em seus países, a metade ou menos que seus similares fabricados no Brasil.

A revista portuguesa Motor Clássico relacionou há algum tempo quando e em quais modelos surgiram alguns desses avanços tecnológicos – inclusive certas “novidades” que ainda não equipam muitos carros novos brasileiros. Confira:

Pneu – 1895 (Peugeot L`Éclair)

Tração 4 X 4 – 1902 (Spyker 8.7)

Suspensão Independente – 1914 (Cornelian)

Limpadores automáticos de parabrisas – 1916 (Willys Knight)

Monobloco – 1922 (Lancia Lambda)

Servo-freio – 1919 (Hispano-Suiza H6B)

Ar condicionado – 1938 (Nash)

Vidros elétricos – 1946 (Daimler DE 36)

Pneu radial – 1949 (Citroën TA)

Direção hidráulica – 1951 (Chrysler Imperial)

Freios a disco – 1952 (Jaguar C-Type)

Injeção mecânica – 1955 (Mercedes-Benz 300 SL)

Freios ABS – 1967 (Jensen FF)

Turbo – 1973 (BMW 2002 Turbo)

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