VINHOS | O vinho orgânico na Itália

image (45)

A agricultura orgânica é um tipo de cultivo que considera todo o ecossistema agrícola. Aproveita a fertilidade natural do solo, favorecendo-a com práticas específicas. Promove  a biodiversidade do ambiente no qual trabalha e limita ou exclui o uso de produtos de síntese e dos organismos geneticamente modificados.

Os italianos são particularmente sensíveis a esses temas e não renunciam ao orgânico, tanto que, em 2012, em plena crise de consumo dos produtos convencionais, o segmento assinalou um incremento de venda de 7,3%. Uma tendência positiva que se amplia também no setor vitivinícola: cresce a demanda assim como as áreas dedicadas ao vinho “orgânico”.

Se é verdade que o consumo per capita  de vinho na Itália está em queda constante (nos anos 70, um italiano bebia em média 100 litros de vinho por ano, hoje apenas 37,9)  também é verdade que os novos estilos de vida saudável, os novos hábitos alimentares e os costumes voltados à sustentabilidade estão contribuindo para o crescimento do consumo dos vinhos  “orgânicos”. O resultado é que, nos últimos 12 meses, 19% das famílias declararam ter comprado vinhos  “orgânicos”.

Uma maior atenção a esse segmento  é evidente quando vemos os dados de produção. Em 2012, na  Itália, os hectares cultivados com vinhedos orgânicos  atingiram a cota de  52.273, dos quais mais de 50 mil destinados  especificamente à vinificação. As três regiões com maior   “vocação”: em primeiro lugar, a Sicília, com  mais 65,5% em relação aos 10.337 hectares de 2009.  Segue a Puglia, com 8.365 hectares (+11,9%), e a Toscana, com 5.999 ha. (+12,4%).

Para os produtores “made in Italy”, é também de uma nova chance de exportação, visto que o mercado de vinhos orgânicos está em constante crescimento na Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, China e Japão. Sem contar a França, que hoje lidera  com um volume de faturamento de  322 milhões de euros, igual a 10% da totalidade do segmento “orgânico” nacional, e a Dinamarca, que é o segundo país no mundo  com gastos em produtos orgânicos per capita.

Também em relação aos controles, não existem mais dúvidas ou incertezas. A Comunidade Europeia, na data de 08 março 2012 regulamentou definitivamente o setor, colocando um ponto final na polêmica de quem controlava quem.

Veja no link

Gostou? Deixe um comentário: