TASTING | Vinho de guarda brasileiro

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Vinhos de guarda, com fôlego para mais de dez anos, são relativamente comuns na Europa – mas raros no Brasil. Por aqui, nossos vinhos, em sua maioria, ainda são feitos para serem consumidos cedo. Dois jovens enólogos brasileiros, Daniel Dalla Valle e Renato Savaris, decidiram explorar este nicho e, desde 2000, elaboram na Serra Gaúcha os rótulos de guarda Maximo Boschi – pensados para a longevidade desde o vinhedo. Este Merlot 2005, por exemplo, foi elaborado com uvas maduras e superconcentradas, passou 18 meses em tanques de inox (com fermentação malolática), mais 15 em carvalho francês, e outros 30 meses descansando em caves escuras. Sem filtração, o resultado é um vinho maduro, carnudo, com 13% de álcool, que ainda preserva a fruta original mas já apresenta aromas terciários próprios do envelhecimento, como chocolate, couro e tabaco. Em boca, tem a musculatura dos vinhos longevos, taninos amáveis, boa acidez e um longo e delicioso final com uma nota persistente de café.

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