TEATRO | Espetáculo “Histeria” chega nesta sexta ao Teatro Feevale

IMG_4529.JPG

Sucesso de público e crítica, a peça dirigida por Jô Soares no Brasil se baseia no encontro inusitado entre Freud e Dalí e tem sessão no próximo dia 9 em Novo Hamburgo

“Um encontro entre Freud e Dalí, realmente, só poderia terminar em uma imensa histeria”, brinca o diretor Jô Soares, conhecido ainda como comediante, escritor e, para a grande mídia, apresentador de TV. Aliás, o que passa longe de qualquer brincadeira a seu respeito é o currículo invejável desse artesão do humor brasileiro. A fala do Gordo consta no release da peça que ele dirige, de onde podemos pinçar ainda a informação de que, no auge de seus 60 anos de vida artística, Jô se sente absolutamente seguro para apostar na premissa de um relacionamento inusitado entre o pai da psicanálise e um dos maiores nomes do surrealismo. Foi assim que conseguiu dar novo compasso à tradução de “Histeria”, por estas bandas, uma ficção para os palcos que se baseia na realidade.

NOVO HAMBURGO
Com realização da Opus Promoções, Little John Entretenimento e Velloni Produções, a peça chega ao Rio Grande do Sul neste mês de junho, tendo sua primeira sessão em Novo Hamburgo nesta sexta-feira (dia 9), às 21 horas, no Teatro Feevale. Os ingressos estão à venda.


A comédia do autor britânico Terry Johnson, sob direção do norte-americano John Malkovich, tornou-se sucesso de crítica e público em diversos países da Europa. Além de marcar o retorno do Jô à direção teatral, a adaptação nacional reúne um elenco afinado. No palco estão Norival Rizzo (Sigmund Freud), Cassio Scapin (Salvador Dalí), Érica Montanheiro, interpretando uma misteriosa mulher, e Milton Levy, como Yarruda, um médico judeu. O ator Rubens Caribé também está escalado, pois pode substituir Cassio Scapin em algumas sessões, como vem sendo anunciado no material de divulgação.

PORTO ALEGRE
“Histeria” terá mais uma apresentação no RS, em Porto Alegre, dia 17, no Teatro do Bourbon Country. A duração é de 115 minutos e a peça tem recomendação para 14 anos.


SINOPSE 

Ambientada na Londres de 1938, a história promove uma fusão entre a psique humana e o delírio imaginário, quando Sigmund Freud é visitado em seu consultório pelo pintor Salvador Dalí. “Achei que era uma fantasia da cabeça do autor, mas é tudo baseado em fatos”, explica Jô. “Poucos sabem da conexão entre essas duas personalidades.”

Na trama, Freud, já perto da morte, acabara de escapar da Europa nazista. Perturbado, ele é visto em situações comicamente atrapalhadas, para o encanto do mestre surrealista, que conclui: “O que Dalí vê apenas em sonhos, você vive na realidade”.

Numa das sequências mais absurdas, Freud encontra-se segurando uma bicicleta coberta por caramujos, com uma das mãos presa dentro de uma galocha e com a cabeça enfaixada numa espécie de turbante. “Histeria” é um espetáculo que transpira psicanálise, assim como as telas de Dalí. Aliás, até onde vai o mito e em que ponto se revela a sua essência humana?

“O texto é muito bem escrito, há mudanças de gênero: uma hora é comédia, outra vaudeville, drama, além de retratar duas figuras icônicas. Me encantei desde o começo, quando Jô me chamou para produzir”, conta o produtor Rodrigo Velloni, que também realizou “Atreva-se”, outro sucesso dirigido por Jô Soares.

5 curiosidades que fazem valer a pena assistir à montagem

1. Autor britânico, Terry Johnson escreveu a comédia para o teatro “Histeria” em 1993, que foi dirigida pelo ator norte-americano John Malkovich, de reconhecida carreira nos palcos, além do cinema.

2. Atento a sua intuição, Jô Soares assistiu à peça “Histeria” em Paris em 2003/2004 – ele não soube precisar em uma entrevista – e se sentiu tomado por uma enorme vontade de montá-la no Brasil em algum momento. Assim, logo procurou saber como comprar os direitos.

3. Muita gente se pergunta se, cronologicamente, Dalí e Freud seriam contemporâneos. Mas sim. Em 1938, em um encontro sui generis, o pintor surrealista fez uma visita ao criador da psicanálise. Pensando bem, eles tiveram muitas ideias em comum, especialmente quando o médico de origem austríaca expôs as suas teorias sobre a interpretação dos sonhos.

4. Antes de se visitarem de fato, o fã Dalí tentou se aproximar do ídolo Freud uma série de vezes sem sucesso. O médico estava doente de câncer e as oportunidades iam se rareando. O pintor catalão precisou esperar que Sigmund Freud se estabelecesse em Londres para consumar o seu desejo de aproximação.

5. Reza a lenda que o fanatismo de Dalí por Freud era tanto que ele chegava a ter diálogos imaginários com ele, como se o psicanalista fosse uma espécie de guru. Eram os seus ensaios para o grande o momento do encontro.

SERVIÇO 
Ingresso Rápido: CANAL DE VENDA OFICIAL (sem taxa de conveniência):

Rua Coberta, no Câmpus 2 da Universidade Feevale), em Novo Hamburgo (de segunda a sexta, das 13 às 21 horas). Contatos: 3271-1208

Bourbon Shopping Novo Hamburgo (Av. Nações Unidas, 2001, Centro de Novo Hamburgo) – 2º Piso – das 13 às 20 horas

No local (Teatro Feevale – ERS-239-Câmpus 2 da Feevale-NH): somente na data da apresentação, duas horas antes do início do espetáculo

Karina Moraes, 50 anos, é publicitária e jornalista. Sempre atuou em editorias de Cultura e Variedades ao longo de seus mais de 20 anos de experiência em redações. Por dez anos, ela foi editora de gastronomia e colunista sociocultural do Jornal NH, do Grupo Sinos. Atualmente, Karina é assessora de Imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo, apresentadora e produtora de conteúdo do programa de entrevistas Kah Entre Nós, pelo Canal 14 da NET (ValeTV).

Gostou? Deixe um comentário: