VIAGEM | Uma viagem à história do vinho na vinícola Salton

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Lá se vão mais de cem anos desde que sete irmãos decidiram transformar a produção artesanal de vinhos do pai em uma empresa. A história de Antonio Domenico Salton se confunde com a de boa parte dos imigrantes italianos: veio para o Brasil em 1878 em busca de oportunidades melhores, se instalou em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, e manteve a tradição de vinificar as uvas e, claro, beber vinhos.

Pois lá em 1910, Paulo, Ângelo, João, José, Cezar, Luiz e Antônio transformaram a produção informal do pai na vinícola “Paulo Salton & Irmãos”, hoje apenas Salton, uma das principais vinícolas do país, 100% brasileira e familiar, com a terceira geração à frente da empresa.

Mas se confunde quem pensa que o prédio, sede da vinícola, que parece antiquíssimo,  é desse tempo. Ele guarda, sim, toda essa história, bem preservada e acessível a turistas, viajantes e enófilos, mas é bem mais recente, tem cerca de 10 anos.

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O prédio, que remete ao século passado, na verdade é do início deste

Lá o turista encontra quatro opções de visitas guiadas, que variam de R$ 15 a R$ 80, que diferem basicamente pelo tempo do tour e pelos rótulos degustados no final do passeio. Todas começam nos vinhedos, do lado de fora, onde são produzidas apenas parte das uvas que viram os vinhos e espumantes engarrafados por lá.

Vinhedos, onde tudo começa (fotos: As Boas Coisas da Vida)

Vinhedos, onde tudo começa (fotos: As Boas Coisas da Vida)

O passeio continua pela Galeria dos 100 anos, onde, através de pinturas no teto, é contada a história centenária da família Salton à frente da produção dos vinhos.

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Galeria dos 100 anos

De lá, somos levados, através de enormes passarelas, ao lugar onde a uva começa a virar vinho: ao recebimento dos cachos, à fermentação em autoclaves gigantes e, ao final, ao engarrafamento do vinho já pronto.

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A passarela que parece não ter fim ao lado dos autoclaves gigantes

A partir daí, visitamos a parte digamos que mais romântica da vinícola: as caves subterrâneas, de pedra, onde o vinho é envelhecido nos barris de carvalho a uma temperatura naturalmente bem abaixo da que faz do lado de fora.

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O vinho descansa em barris nas caves subterrâneas

A ala histórica guarda barris gigantes, onde acontecia a fermentação das uvas, antes do processo se tornar industrializado. Com objetos centenários, é uma atração à parte!

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Ala histórica

Mas, para muitos turistas, a parte mais emocionante do passeio é a caminhada pela cave da evolução ou o labirinto, onde anjos guardam relíquias em forma de vinhos da Salton, ao som de músicas eruditas.

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A iluminação, nessa parte do passeio, vem apenas deles: dos anjos

O passeio termina do lado de fora, num “detalhe” da entrada principal do prédio: um relógio solar, feito em mármore italiano, que aponta através de sombras provocadas pelo movimento do sol, a hora, as estações do ano e até mudanças nas constelações.

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Lá no alto, quase no céu, o relógio solar

Mas o tour só termina na loja da vinícola, não sem antes o turista degustar… e levar… alguns rótulos para casa – aproveite que parte do ingresso se reverte em bônus para compras 😉 Difícil ir embora sem levar nada!

Quer mais dicas do que visitar pertinho dali? Clica aqui e confere então:
Pignattela – o cantinho tirolês de Bento Gonçalves

SERVIÇO
Vinícola Salton
(54) 2105 1000
Rota Turística do Vale do Rio das Antas
Rua Mário Salton, 300 – Distrito de Tuiuty – Bento Gonçalves (RS)

  • Fachada da Vinícola Salton
  • Os jardins, por si só, já são uma atração
  • Detalhes da Galeria dos 100 Anos
  • Onde as uvas começam a virar vinhos e espumantes
  • A geladas e charmosas caves subterrâneas
  • Ala histórica: onde a história fica preservada e protegida
  • O detalhe das garrafas, viradas todos os dias, para virar espumantes
  • A beleza dos anjos nos corredores protegidos por eles

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