VINHOS | Churrasco: o vinho ideal para cada corte bovino

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Fim de semana chegando e você já está pensando no churrasco de domingo. Para quem curte servir o assado com um bom vinho, é importante saber que não há um estilo único de tinto indicado para esta harmonização. Na hora de comprar a carne é importante saber as características do corte.

Para te ajudar nesta escolha e aumentar a satisfação ao degustar aquela carne suculenta recém-saída da brasa, o gerente e consultor de vinhos da importadora Porto a Porto, Flávio Bin, preparou uma seleção de oito cortes de carnes e vinhos de diferentes regiões do Velho e Novo Mundo. Todas as sugestões foram pensadas para carnes assadas ou grelhadas na churrasqueira, baseadas no teor de gordura do corte e na intensidade do sabor. Importante: retire o excesso de sal grosso da carne antes de servir. Esse é um elemento que pode atrapalhar a harmonização, principalmente com os vinhos tintos que possuam mais taninos.

Confira e bom apetite!

Picanha

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Tradicionalmente uma carne macia, marmorizada e com uma capa de gordura. É fácil e rápida de preparar e deve-se manter a gordura para que o sabor e a maciez sejam acentuados. Um corte nobre que merece um vinho à altura. A sugestão de harmonização é o argentino Nieto Senetiner Malbec DOC, elaborado em Mendoza, que apresenta boa acidez e taninos macios. É um rótulo que amadureceu em barricas de carvalho francês por 12 meses e passou mais 6 meses em adega antes de ser comercializado.

Maminha

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A maminha é a parte mais macia da alcatra, suculenta e com sabor suave. Será bem acompanhada pelo tinto italiano Caldora Yume Montepulciano d’Abruzzo DOC, elaborado na região de Abruzzo com a uva Montepulciano. Apresenta aromas frutados, com notas de flores secas e especiarias. Possui taninos abundantes, porém maios, que irão complementar a delicadeza do corte.

Filé-Mignon

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Um dos cortes mais apreciados, o filé-mignon possui sabor adocicado e menos acentuado que o alcatra e o contrafilé, e sem gordura. Nada melhor do que um vinho francês sofisticado para acompanhar. Vamos de Le Clos de Reynon, tinto de Bordeaux, elaborado na Domaine Denis Dubourdieu. É um vinho de corpo leve para médio, com taninos macios que irão ressaltar a textura e os sabores dessa carne.

Contrafilé

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Também muito macio, contém uma capa de gordura lateral que mantém a umidade da carne. Possui sabor acentuado e deve ser servido malpassada ou ao ponto. Para harmonizar, a dica é um espanhol da Rioja, o Marqués de Tomares Reserva. Um tinto espetacular que amadurece por 24 meses em barrica de carvalho americano e 24 meses em adega antes da comercialização. Elaborado com as uvas Tempranillo (80%), Graciano e Mazuelo, é encorpado, com taninos aveludados e excelente estrutura.

Alcatra

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Esse é um dos cortes mais versáteis do boi. É magro (possui pouca gordura) e muito macio. Combina com o tinto Tons de Duorum, vinho elegante proveniente da região do Douro, em Portugal, que possui boa acidez e taninos suaves, ideal para cortes macios.

Fraldinha

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Trata-se de uma peça pequena, de fibras longas, que apresenta sabor incrível quando bem preparada. Em tiras generosas grelhadas, vai bem com o tinto Santa Carolina Reserva Cabernet Sauvignon, vinho seco, de médio corpo, que apresenta aromas que lembram defumado devido ao estágio de 8 meses em barrica.

Costela

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Carne delicada e riquíssima em gordura, a Costela exige atenção, dedicação e paciência durante o longo preparo, esforço altamente recompensado com a variedade de aromas, texturas e sabores que aparecem quando ela está pronta. Para dar conta de tanta untuosidade, vamos de Carlos Montes Tannat Crianza. Vinho uruguaio complexo e com taninos maduros que vão melhorar ainda mais o sabor do corte.

Cupim

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Também muito rico em gordura, o cupim exige longo tempo de cozimento por conta da fibra muscular e alta quantidade de gordura. Para acompanhar, a dica é o vinho Alicante Bouschet Monsaraz, português elaborado no Alentejo, que passa 6 meses em barrica de carvalho e mostra-se amplo e intenso em boca.

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