VINHOS | Dal Pizzol: uma viagem até a história do vinho na serra gaúcha

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A vinícola chama Monte Lemos, você conhece seus vinhos como Dal Pizzol, mas foi com o nome Do Lugar que a produção de vinhos da família ficou conhecida, antes mesmo de se tornar uma vinícola, em 1974.

O pai dos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol vendia uvas na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Produzia seu próprio vinho – e, claro, dividia com parentes, vizinhos, amigos… Notando a qualidade do produto, as pessoas da região começaram a comprar. Chegavam na propriedade da família pedindo: tem o vinho do lugar? Assim nasceu o Do Lugar, primeiro rótulo da vinícola Monte Lemos, hoje mais conhecida como Dal Pizzol.

Seu Antônio Dal Pizzol mostra com orgulho os vinhedos (fotos: Lilian Lima)

Seu Antônio Dal Pizzol mostra orgulhoso os parreirais da família (fotos: Lilian Lima)

Seu Antônio Dal Pizzol conta com orgulho a história da família, que produz vinhos há 13 gerações, sendo sete delas na região de Vêneto, na Itália, e outras seis aqui no Brasil. Foi ele quem nos guiou por um passeio pela propriedade de 80 mil metros quadrados, em Bento Gonçalves (RS).

Entrada da

Entrada da Dal Pizzol

A Dal Pizzol fica na chamada Rota das Cantinas Históricas, uma das rotas voltadas ao enoturismo na cidade – e que tem um vale ainda mais bonito que o Vale dos Vinhedos, acreditem! Nela, há pousadas, vinícolas, restaurantes, espaços verdes… e a Dal Pizzol, que concentra quase todas essas opções num só lugar. “Quase” porque só não tem onde dormir lá, mas há vinhedos, restaurante, lago, campo de futebol, pracinha e uma loja de vinhos.

Pra criançada, pracinha e suco de uva ;)

Pra criançada, tem pracinha e suco de uva

O Ristorante Dal Pizzol – que só funciona com reserva antecipada – abre para grupos de 20 a 48 pessoas. A comida é típica italiana. E os almoços ou jantares incluem sucos de uva Do Lugar e vinhos e espumantes Dal Pizzol. A vista dá pro lago da propriedade. Mas isso só se ele (aí na foto) te deixar passar!

Conseguir agendar o restaurante é fácil, difícil é passar pelo segurança do lugar: um dos 30 pavões da propriedade - esse não sai de perto do restaurante

Conseguir agendar o restaurante é fácil, difícil é driblar a segurança do lugar

A propriedade tem cerca de 30 pavões, como esse, cisnes, patos, galinhas… Mas a Dal Pizzol é muito mais que um complexo turístico ou enogastronômico. Está mais para um museu a céu aberto.

Enoteca

Enoteca: o ex-forno de uma olaria guarda as raridades da vinícola

Onde ficava o forno da antiga olaria que funcionava no local, está a Enoteca: espécie de biblioteca de vinhos da Dal Pizzol. Lá estão todos os vinhos produzidos ao longo de quatro décadas pela família, desde 1974.

Museu à ceu aberto

Antigas carroças compõe o museu a céu aberto

Espalhados pela propriedade, também estão arados, carroças e todo tipo de maquinário antigamente usado pra colher a uva e transformar ela em vinho.

Equipamentos vitivinícolas

Equipamentos vitivinícolas

Mas o xodó do seu Antônio, e da família, é o Vinhedo do Mundo, terceira maior coleção do gênero no planeta. Mais de 400 variedades de uvas, de cerca de 30 países e cinco continentes, dividem o mesmo parreiral – e, às vezes, a mesma garrafa. É que todos os anos a vinícola coloca mais de 100 castas juntas para fazer o Vinum Mundi. Mas a gente deixa o seu Antônio falar mais sobre esse espaço, cuidado com tanto carinho por ele e pela família:

Antes de seguir viagem, não deixe de conhecer a área interna do Ecomuseu, onde estão expostos centenas de rótulos de diferentes décadas e vinícolas, locais e estrangeiras, além de fotos, documentos e o objetos pessoais da família Dal Pizzol.

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Museu – garrafas de diferentes formatos, décadas e vinícolas

E, claro, se já não tiver degustado até dizer chega no almoço ou jantar, passe na loja, prove mais um pouquinho e leve um pouco da história e do sabor do lugar nos vinhos e espumantes da Dal Pizzol 😉

Boas compras!

Boas compras!

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