VINHOS | Resultado: 9 verdades e 1 mentira

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Há umas semanas atrás, entrei na brincadeira 9 verdades e 1 mentira. O post de hoje é para explicar cada uma das afirmações verdadeiras e a falsa. Tentei colocar algumas curiosidades e algumas crenças que as pessoas podem ter de vez em quando. Espero que você goste. Se tiver alguma dúvida, comente aqui no post.

1. Vinho é elaborado exclusivamente com uvas.

Sim, o único ingrediente de vinhos são uvas sãs, frescas e maduras, de acordo com a definição da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). É verdade, que a maioria dos produtores acrescenta leveduras para a realização do processo fermentativo. Lembrando que a fermentação é o processo biológico no qual leveduras transformam o açúcar natural da uva em álcool e gás carbônico. Outros produtos para otimização dos processos de vinificação também são autorizados, mas são chamados de “coadjuvantes”. Ingrediente mesmo só uva.

No Brasil, não é admitido o uso da palavra vinho para designar outros fermentados de fruta.

2. Pode-se elaborar vinhos em qualquer lugar do mundo.

Claro que sim! Mesmos que as uvas não sejam do local. É muito comum a importação de uvas ou do seu mosto para fermentação. Há muitas vinícolas sem um pé de vinha sequer!

3. A única diferença entre vinhos tranquilos e espumantes é a presença de gás.

É isso mesmo. Mas é claro que o processo é importante. Para que possa ser chamado de espumante, o gás do vinho deve ser proveniente da fermentação, por isso se lê em alguns rótulos “vinho espumante natural”. A gaseificação artificial – injeção de gás carbônico, como se usa nos refrigerantes – só pode ser usada na elaboração de vinhos frisantes.

4. A OIV (Organização Internacional da Uva e do Vinho) reconhece 4020 variedades de uvas, mas apenas 20 são de qualidade superior.

Mentira. Bom, meia mentira: efetivamente, a OIV reconhece 4020 variedades de uvas, mas não diferencia entre superiores e inferiores. Na verdade, encontram-se na mesmíssima lista variedades viníferas e as outras.

Classificação de variedades é, portanto, uma questão cultural que varia de país para país.

5. Não é preciso de saca-rolhas para abrir uma garrafa de vinho.

Verdade. Não me refiro apenas aos fechamentos com tampa-rosca, que podem ser abertas com um simples giro com as mãos. Basta procurar na internet uma série de métodos alternativos que existem para abrir garrafas com a tradicional tampa de cortiça: umas interessante e a maioria extremamente engraçadas. Procure no YouTube para dar boas risadas!

6. Na Europa só se permite a elaboração de vinhos com uvas Vitis vinífera.

Sim, na Europa, está proibido elaborar vinhos com as variedades americanas e híbridas como bordô, isabel ou niagra. Essa lei surgiu como uma tentativa de facilitar o recolhimento de impostos, já que as taxas são diferentes entre uvas para vinhos e aquelas para consumo in natura, além de garantir um padrão de qualidade mais tradicional na Europa.

7. Pode-se encontrar vinhos finos de qualidade em todas as regiões brasileiras.

Apesar de termos na Região Sul do país os vinhedos mais tradicionais, podemos encontrar vinhos de qualidade também no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e até mesmo na Região Norte do país – com uvas locais. A nossa diversidade climática e cultural pode garantir agradáveis surpresas.

8. A China tem a mesma área plantada de vinhedos que a França.

Pois é, China e França têm 9% da área de vinhedos do mundo cada uma. Isso significa que o gigante do Oriente pode vir a ser importante no mundo do vinho? Na verdade, já é, e a sua importância tende a crescer cada vez mais. E não se engane, além de vinhos baratos de grande volume, há excelentes exemplares com alta qualidade.

9. Portugal tem o maior consumo per capita de vinhos do mundo.

56 litros por pessoa anualmente é a média dos nossos patrícios. Algumas estatísticas colocam o Vaticano a frente, mas não é verdade, já que a Santa Sé tem simplesmente um alto consumo aparente, por ter poucos habitantes e muitos visitantes.

10. Em degustações profissionais é comum cuspir os vinhos.

Quando se comparam até 5 vinhos numa degustação, não há essa necessidade. Entretanto, a maioria das degustações formais ultrapassam largamente esse número, passando-se facilmente de 10 vinhos e podendo a chegar a mais de 100! Se os degustadores bebessem os vinhos, perderiam a sua capacidade a partir da quinta amostra. Por isso, quase sempre se cospe.

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